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Poesia de sete de setembro

setembro 15, 2009

Poesia de sete de setembro

Hipocrisia no almoço, no jantar
Na frente da TV
a ver marcha, a banda marcial
Independência ou morte
Pão para o povo da rua se tiver sorte
O cara desafinando no ônibus
O país das contradições
E chico ainda se faz presente do caos à lama
Porque a cidade não pára
E a fedentna se espalha
Negros nas ruas grito dos excluídos
Índios
Brancos miscigenados
A fome que não passa
O cheira-cola nas ruas
a civilização é algo que necessita de coerência
Mas eu vejo os políticos vivendo de opulência
gastando o dinheiro dos impostos
e eu pensando na vida
Enquanto meus amigos fumam maconha e bebem a noite toda
A marcha continua
deveriam estar levando a bandeira do Brasil em um caixão
Numa marcha fúnebre
Meus caros amigos, não tenho esperança
Tiraram de mim até isso
em algum carnaval
Independência
democracia sob corrupção
Fogo saindo de armas
Pátria parida entre matas e gentes
Os tempos mudam mas eu sinto que muita coisa continua
E ninguém faz nada