Posts Tagged ‘Poema’

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Música sem som

dezembro 7, 2008

Música sem som

Eu quero sofrer
Eu quero cair dentro dessa tormenta
Eu quero ser único para você
Esse amor é como uma febre
E eu sei que nunca mais estarei curado
E me sinto muito bem por isso
Não quero um remédio
Não quero deixar de sentir esse calor
Não quero deixar de ser abraçado por esses braços em fogo gelado
é assim que eu sinto o amor
é assim que eu quero permanecer
Eu te amo
Você é minha febre
Minha vontade de viver

Josi Vice

A Dayana

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Nada de mais em chorar

setembro 10, 2008

Nada de mais em chorar
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Não, não há nada de mais em chorar

Por que não fazê- lo

Por que não ser humano e derramar aquele rio salgado

Aquela amargura que precisas libertar

Aquela mágoa que incomoda

e pesa no rosto

eu choro

Não vejo mal nenhum em chorar

A sinceridade de minhas lágrimas

valem mais para mim do que mil religiões

A suavidade de meu desabafo nada me contamina

só limpa, sara, cura, atropela as lombadas

que não me deixam viajar calmamente

Na velocidade dos meus pensamentos e vontades

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Maio 10th, 2007

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Bem vinda ao meu mundo

agosto 13, 2008

Bem vinda ao meu mundo

Bem vinda ao meu mundo
O diabo pinta meu rosto para eu não ver como eu sou realmente
Mamãe e papai queriam uma princesa de verdade
Uma verdade dita sobre o meu medo
Umas mentiras e um pouco de medo
Eu pintei o diabo no espelho
Ele parece um pouco comigo
Como se as asas dele fossem meus olhos
Eu ainda amo você e aqui eu sou só um rosto maquiado
Menina com os olhos perdidos
Sonhando em estar bem longe
É que estou escrevendo uma poesia para você
Nós todos somos tão tristes e verdadeiros
Mas fingimos sermos outros
E pintamos demônios no espelho
Parabéns
Você cresceu
Mas nunca deixará os seus pecados para trás
Presos às suas unhas como sujeira
Um micróbio que se alimenta dessas ilusões do mundo pós moderno

16 de novembro de 2007


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Loucura minha

agosto 6, 2008

Loucura minha

Se fui colecionando decepções

ponho tudo no mesmo prato e vou comendo
Aí bebo um copo de loucura, embriaguez e narcisimo
Então vou dançando na chuva

Brincando de ser menino

Eu sozinho sou maior que o seu mundinho

Eu prefiro o tédio a ter que fingir estar bem ao lado desses ratos

Eu não deixo encantar por flautas

Prefiro a guitarra queimando em chamas louras

Enquanto a minha sordidez me deixa feliz

Uma boa conversa, poesia,

os negros cantando loucamente nos telhados

E a fumaça crescendo

Ela falando de platonismo eu sentindo por ela

Ela sorrindo e o carro partindo

Enquanto a minha tristeza, por não tê-la outra vez mais, me deixa feliz

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A cabeça nas nuvens e os pés

agosto 4, 2008

A cabeça nas nuvens e os pés
5 de maio de 2008
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O mundo não é para ser voado
Se tudo já foi inventado por que não inventaram a felicidade
Há tempos que chove
E que a humanidade não sente a chuva
O vento levou a sabedoria
E tudo o que pediamos era outra história americana
Mas só descobrimos uma sociedade de poetas mortos
Escrevemos um diário adolescente
enquanto já estáavamos cansados demais
Não conseguimos notar que já havia acabado
E até hoje temos tudo o que não queríamos
E as crianças morrem e noticiam na TV
E todos parecem infelizes por isso
Mas só procuram algo para ocupar as mentes
Que pena que nossas cabeças não estão nas nuvens
Sete palmos do chão
Eu tenho estado tão down
Demasiadamente